Diversidade na Baixa de Lisboa
Lisboa…
Depois de mais uma manhã de trabalho “stressante” saio do escritório e vou passear um pouco depois de um almoço rápido na Rua Augusta. É um dos meus momentos preferidos do dia, especialmente durante o verão, o sol bate forte na Praça do Comércio que está mais bonita do que nunca.
Sento-me nos degraus olhando para o rio e deleito-me com o sol entre os turistas sempre maravilhados com a nossa Lisboa.
Fico apenas a observar e a tentar encontrar algo que possa admirar acerca de cada pessoa.
Há de tudo, de artistas a operários, de homens de negócios a pedintes, de traficantes a policias, de zé-ninguéns a politícos.
O que há de comum em todas estas diferenças? Será o facto de estarem todos apenas a tentar sobreviver? Ou simplesmente o facto de partilharem esta cidade? E será possível que por simplesmente estarem a partilhar este espaço, não os torna muito mais parecidos uns com os outros do que estejam dispostos a admitir?
Esta é uma “Sinfonia de Dicotomias” não é mais do que a harmonia da vida urbana na qual cada um na plentitude da razão se diz diferente de todos os outros?
Talvez acreditemos nisso… talvez não.
Sim, Lisboa é uma das cidades mais bonitas do mundo… E será que é diferente de todas as outras?
Ou será que tal como acontece com os indíviduos nela é igual a todas as outras mas um pouco diferente…
É Lisboa…
